Recapitulação 1

Bom dia!

Aqui estamos com a primeira recapitulação do diário de bordo!

Bem, o que dizer….depois da gincana realizada pela universidade as aulas começaram pra valer. Foi um verdadeiro choque a primeira semana de aula, da qual eu já saí com uma carga de trabalho inimaginável prometida pro semestre; a faculdade tem minitestes que eles chamam de quiz praticamente todas as aulas, como um mecanismo de controle de faltas dos alunos. Esses minitestes valem ponto, mas é pouco em relação à nota da prova. Ainda assim, parecem ajudar bastante no final do semestre. O sistema de pontuação chileno (ao que me parece é geral) vai de 0 a 7 e não de 0 a 10, como no Brasil; a média é 4.

Aqui percebe-se se que a faculdade faz de tudo para reter os alunos no campus, fornece atividades extracurriculares gratuitas e uma grade que comparada à minha no Brasil, é realmente estafante em relação à quantidade de trabalho, kkkkk. Se cobra muito tempo de estudo, em casa e no horário de classe; por isso eu sumi. Depois de um tempo ficou praticamente impossível dormir, e esse está sendo meu lado obscuro do intercâmbio. Quem diria que um intercâmbio poderia puxar mais que uma rotina normal??

A verdade é que levar o estudo a sério, manter seu quarto arrumadinho, comprar a comida que começa a faltar sem você perceber e, no meu caso, sair atrás de roupa pro frio é uma tarefa que requer o tempo que você muitas vezes não tem; já quis ter um dia de 48 horas aqui, pra dar conta de tudo….tá eu me descobri bastante lenta também, kkk, mas o que seria o intercâmbio senão uma oportunidade de saber do que você é capaz? Eu me descobri aqui. Sei que muita gente também se descobre capaz de alguma coisa que antes acharia impossível de fazer em sua casinha, com sua rotina bem estabelecida, todos os amigos e a família ajudando.

Contudo, nem tudo é sofrimento. Eu comecei a vida aqui me perdendo horrores, kkkk, e hoje eu quase nem penso mais no caminho que vou fazer de ônibus ou a pé de casa para o ponto da faculdade ou qualquer outro lugar; hoje eu sei cozinhar frango, macarrão, lentilha, aveia, etc, etc (isso é coisa pra um post inteiro!!!); o fato é que nesse meio tempo, eu me diverti bastante aprendendo a caminhar pela cidade, que afinal é bem fácil de se achar e já lhes explico o por quê, conhecendo gente nova, indo para os passeios da faculdade, ou seja, essas coisas que o intercambista faz.

Agora, o por quê da facilidade de se caminhar em Viña: aqui eu vivo em uma cidade projetada, com quadras bem definidas e nomes de rua sugestivos, por exemplo caminha-se ao norte e se vê que a cada quadra há uma rua com numeração crescente seguida do nome norte (1 norte, 2 norte, …, 15 norte – onde eu moro). Seguindo direto a pessoa não se perde; o mesmo vale para as outras direções –> em Viña rua com nome próprio não é assim tão comum.

Mapa de Viña

Seguindo ao norte orientando-se pelo nome das ruas.

As pessoas aqui gostam de caminhar e não fazem caso se a distância de alguma coisa está a 6 quadras a pé, elas simplesmente vão. Roubos existem? Sim, existem, mas a segurança que os viñamarinos parecem ter em caminhar nas ruas é algo contagiante. Claro, todos temos nossas ressalvas, é bom não abusar da sensação de segurança e manter o olho aberto. Eu caminho bem, mas atenta.

Fomos visitar Valparaíso ao final do mês. Grande foi a semelhança que eu notei entre algumas partes de Valpo (como eles chamam) e Salvador, mas isso eu vou deixar para a Recapitulação 2. Nos vemos!!

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