Recapitulação 3

Hola, buenas tardes!

Está ficando cada vez mais difícil escrever em português; se não fosse falar com a família via Skype e Whatsapp, eu juro que já teria me esquecido minha língua nativa! Mas bem, a realidade da imersão é essa, vamos ficando cada vez mais craques em falar o idioma que somos praticamente forçados a falar todos os dias (digo praticamente porque em verdade ninguém me forçou a vir, mas no fim, eu não posso falar português, porque ninguém me entenderia 100%). Já não foram nem uma nem das pessoas que me disseram que meu espanhol é ótimo, coisa que vai deixar meus professores muito orgulhosos, espero eu, kkkkkkk.

A facilidade com que você começa a falar depois de um mês no programa de intercâmbio é imensa. Eu já não preciso mais ficar parando como de 5 em 5 minutos para formular uma frase na minha cabeça antes de falar com alguém. Claro que mesmo não tendo tido nenhuma experiência prática, eu estudei espanhol por 5 anos (fiquei praticamente um ano ser ter nenhum contato com a língua e enferrujei legal); uma pessoa que não fala nada com nada provavelmente não vai estar desse jeito em um mês, apesar de que provavelmente estará já falando alguma coisa entre português e espanhol.

É engraçado ver como as pessoas que falam espanhol aqui gostam de te ver falar português, já me pediram várias vezes e ficam embevecidos escutando. O fato é que a vida aqui está longe de ser ruim. A educação no trânsito é realmente uma coisa que está me estragando, porque quando eu voltar eu vou precisar passar por uma reeducação para olhar para os dois lados da rua antes de passar no sinal vermelho (sim, sinal vermelho, porque nem isso se respeita mais)…Os chilenos são muito gente fina, ou como eles dizem, “muy buena onda”. É incrível como eles gostam de ver o “joga bonito” dos nossos canarinhos e como eles gostam de bossa nova e mpb, sem contar o funk, aqui chamado de Axé Bahia, por causa de um grupo que veio aqui cantar o Bonde do Tigrão, não sei quando.

De fato, aqui cada dia é um aprendizado. Na recapitulação de hoje, eu vou contar minha saga no aprendizado da culinária. Puxem uma cadeira e venham ler um pouco.

Era uma vez uma menina que não sabia nada de cozinha. Morava em sua casa, com a família e amava a comida da mãe e da avó. No dia que ficava sozinha em casa sem o almoço já pronto na geladeira, se aventurava com um miojo ou um arroz com salada, que orgulho de cozinhar tanto! Mas então essa menina resolveu sair da zona de conforto, ir para outro país, se virar sozinha. E agora, o que comer??

Bem, provavelmente alguém se identificou em algum grau com essa minha introdução. Esse era o meu panorama quando eu comecei o intercâmbio. Contudo, ninguém pode viver 6 meses de puro arroz com salada e miojo e tampouco tem todo tempo do mundo para cozinhar pratos master chef quando nunca morou sozinho e tem que dar conta de tudo aquilo que nunca tinha imaginado fazer na vida; dessa maneira, eu comecei a procurar na internet uma ou outra receita que fosse dita “fácil de fazer”. Nesse meio tempo também recebi ajuda de pessoas próximas e é claro, da pessoa que todos chamam quando estão em algum apuro, a mãe.

Inicialmente a comida era bem simples, um macarrão, um arroz com cenoura…só depois, já no finzinho do programa de intercâmbio, tive tempo e coragem de preparar alguma coisa um pouco mais elaborada.

O que aprendi disso tudo, além de cozinhar, foi que a necessidade pode efetuar milagres e que cozinhar pode ser uma atividade bem interessante. Vou ficando por aqui, mas para quem tiver interessado, postarei as receitas que preparei e algumas dicas que recebi, na expectativa de ajudar outros aventureiros da cozinha a comer razoavelmente bem.

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